sexta-feira, 4 de maio de 2012

Futura primeira travesti doutora do Brasil visita COPDH.



Na manhã desta sexta-feira, 04/05, visitou a Coordenadoria Especial de Políticas Públicas dos Direitos Humanos do Governo (COPDH) a professora da rede pública de ensino do Estado, Luma Andrade. Ela será a primeira doutora do Brasil a defender tese apresentando-se como travesti, no próximo 13 de agosto. Atualmente, Luma Andrade integra a Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação (Cred), em Russas, auxiliando no monitorando do desenvolvimento pedagógico de 16 escolas da região.  Já o doutorado, cursa na Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará. 

A futura doutora possui relevantes serviços prestados à rede pública estadual de educação, já havendo sido indicada pela Secretaria Estadual da Educação (SEDUC) para concorrer à Medalha do Mérito Funcional do Estado. Além disso, por sua atuação em prol da causa da diversidade sexual foi homenageada no Senado da República, em 2010, com o Prêmio Educando pela Diversidade Sexual.No encontro desta manhã, a COPDH colocou-se à inteira disposição de Luma para auxiliar-lhe em sua luta, buscando cada vez mais dar visibilidade ao seu trabalho de inclusão e de promoção da diversidade sexual.


Foto, da esquerda para direita: Neyla Meneses e Marcelo Uchôa, da COPDH (nos extremos), e Luma Andrade (no centro).

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Luma Andrade é destaque no site G1.

'Busquei no estudo uma vida melhor', diz 1ª travesti doutoranda do país


Natural do interior do Ceará, professora vai defender tese em julho.

LUMA GANHOU DIREITO DE ALTERAR O NOME JOÃO NOS DOCUMENTOS EM 2010.

Gabriela AlvesDo G1 CE
Luma Andrade (Foto: Luma Andrade/Arquivo Pessoal)Luma Andrade escreve tese sobre discriminação nas escolas (Foto: Luma Andrade/Arquivo Pessoal)
Mesmo na infância em Morada Nova, a 163 km de Fortaleza, a discriminação não foi barreira para a cearense Luma Nogueira de Andrade, que nasceu com o nome de João. Filha de agricultores analfabetos, ela resolveu abrir caminhos e enfrentar a pobreza e o preconceito com o conhecimento. Aos 35 anos, Luma será em julho a primeira travesti a apresentar uma tese de doutorado no Brasil. “Canalizei toda a energia para os estudos e, assim, fui conquistando respeito de todos. Busquei no estudo uma alternativa de vida melhor”, diz.
A doutoranda em Educação pela Universidade Federal do Ceará (UFC) estuda a realidade de travestis nas escolas. Nas páginas da tese, ao relatar casos de estudantes que vivem situações de aceitação ou total repressão, Luma faz um paralelo com a própria história. A cearense conta que, nas primeiras séries escolares em Morada Nova, chegou a ser agredida por outros alunos por “ser diferente e sempre preferir brincar com as meninas”. “Uma vez, quando cheguei na sala de aula chorando, ouvi da professora: 'Bem feito. Quem mandou você ser assim?' ”, recorda. O menino João não se sentia bem para ir ao banheiro masculino e não podia frequentar o feminino. “Sentia dores abdominais porque preferia não ir ao banheiro. Muitas vezes, saia correndo para casa quando terminava a aula para urinar”, conta.
Superação
Em vez de desistir de assumir quem era ou se rebelar, Luma repetia para si mesma: “Eu vou superar isso”. E, assim, foi vencendo o preconceito dos alunos e professores, sendo sempre o destaque da turma. “A estratégia era eu ser a melhor aluna. Eu fazia um acordo, eu ajudava, dava aulas particulares e eles me aceitavam”, diz. Aos 18 anos, quando passou no vestibular na primeira tentativa para o curso de Ciências da Universidade Estadual do Ceará (Ceará), no campus de Limoeiro do Norte, os olhares de reprovação por se vestir com roupas femininas e estar maquiada não diminuíram. “Eu me enganei. Na faculdade, eu sofri tanto quanto na educação básica”.

Por entender as dificuldades de ser diferente, eu me identificava muito e me aproximava dos alunos. Muitos deles, de alguma forma, se viam diferentes"
Luma Nogueira de Andrade,
doutoranda em Educação
De cabelos compridos, mas ainda assinando como João, Luma voltou para a sala de aula. Dessa vez, como professora de Ciências da Natureza. “No primeiro dia, os diretores da escola ficaram atrás da porta para observar como eu dava aula”, lembra. Ao contrário do que pensavam, a professora era uma das mais queridas e reconhecidas pelo ensino. “Por entender as dificuldades de ser diferente, eu me identificava muito e me aproximava dos alunos. Muitos deles, de alguma forma, se viam diferentes”, conta.

Em 1998, Luma Andrade passou para concurso de professor efetivo da rede municipal de Morada Nova e também começou a ensinar em escolas estaduais e particulares. Quando passou no Mestrado em Desenvolvimento do Meio Ambiente em Mossoró, no Rio Grande do Norte, apesar de ser vista por colegas de trabalho com “mau exemplo”, não abriu mão de continuar a ensinar e pediu transferência para uma escola de Aracati, município mais próximo de onde estudava.

Com o título de mestre, em 2003, ela prestou concurso para a rede estadual de ensino de Aracati e, de quatro vagas, foi a primeira e única aprovada. Na hora de ser lotada, os diretores disseram que não havia vagas e Luma teve de pedir a intervenção da Secretaria de Educação do Estado (Seduc) para assumir o cargo. Em Aracati, Luma passou a dar palestras e aulas de cursinho pré-vestibular e desenvolveu, em 2005, o projeto “Intimamente Mulher” que incentivava alunas e professoras a fazer exames de prevenção. A iniciativa ganhou o primeiro lugar no Estado e Luma recebeu o prêmio no Ministério da Educação.

Mesmo com reconhecimentos e títulos, a educadora continuava encontrando discriminação. Ao colocar próteses de silicone nos seios, a travesti conta que foi enviada uma denúncia à Secretaria de Educação. “Eles diziam que estava mostrando os seios para os alunos, mas provei que não era verdade. Ia até com uma bata para não chamar atenção”. Em 2007, passou em uma seleção e mudou-se para Russas para ser supervisora de 26 escolas estaduais em 13 municípios do Ceará. No cargo, a travesti pode acompanhar e ajudar mais de perto as histórias de outras “Lumas” agredidas na escola ou em casa. “Eu via nelas eu mesma. Toda a dificuldade que passei”.
Mudança de nome
Aos 33 anos, Luma ainda tinha nos documentos o nome de João Filho Nogueira de Andrade. No dia da mulher de 2010, ganhou o presente de ser a primeira travesti a ter o direito de mudar os documentos sem a operação de mudança de sexo no Ceará. As histórias de vitórias e de superações que já chamaram atenção de cineasta e políticos não vão parar. Luma não se cansa de seguir e abrir os caminhos em defesa da diversidade humana. “Quero combater todo o preconceito. Cada passo que eu dou, cada degrau que eu subo, sei que estou contribuindo para mudar pessoas e não posso deixar de buscar novos espaços. A própria travesti pensa que não existe outro caminho sem ser a prostituição”, afirma.

sábado, 7 de abril de 2012

Luma Andrade é escolhida como uma das cinco personalidades do Ceará.



É isso mesmo, Luma Andrade é uma das cinco personalidades do estado, segundo a comissão especializada do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará - UFC. Pelo destaque, Luma ganhará um matéria excluisiva da Revista Entrevista, um dos produtos mais conhecidos e tradicionais feitos pelo curso, onde nomes como Ciro Gomes, Luizianne Lins e Silvero Pereira já foram entrevistados. (Nesse link você pode consultar as edições anteriores da revista: 
http://www.revistaentrevista.ufc.br/)

A entrevista que Luma concederá à revista consiste em uma conversa sobre a sua vida e trajetória profissional. A duração da entrevista, que será gravada em áudio, é de 2 horas aproximadamente. Será realizada por 10 estudantes do curso de Jornalismo, o professor da disciplina e um fotógrafo convidado, com data prevista para o dia 10 de maio.



domingo, 25 de março de 2012

Luma Andrade é destaque no site do IG.

Primeira travesti a fazer doutorado no Brasil defende tese sobre discriminação.
Luma Andrade descreve o preconceito sofrido por travestis na rede pública de ensino
e aponta lacunas na formação de professores; defesa será em julho.


Luma, primeira travesti brasileira a defender uma tese de doutorado
Antes de se tornar supervisora regional de 26 escolas públicas e ingressar no doutorado em Educação da Universidade Federal do Ceará (UFC), Luma Andrade assinou o nome João por 30 anos, foi rejeitada pelos pais na infância, discriminada na escola e, mais tarde, no trabalho. Na tese de quase 400 páginas que irá defender em três meses, a primeira travesti a cursar um doutorado no Brasil relata a discriminação sofrida por pessoas como ela na rede pública de ensino. Ela também aponta lacunas na formação dos professores. Criança nos anos de 1970, no município de Morada Nova, a 170 quilômetros de Fortaleza, o único filho homem de um casal de agricultores, era João, mas já se sentia Luma. Em casa, escondia-se para evitar ser confrontada. Na escola, apanhava dos meninos por querer parecer uma menina. Em uma das vezes que foi espancada, aos nove anos, queixou-se com a professora e, ao invés de apoio, ouviu que tinha culpa por ser daquele jeito.Mais tarde, já com cabelos longos e roupa feminina, sofria de segunda a sexta-feira na chamada dos alunos, ao ser tratada pelo nome de batismo. Não se reconhecia no uniforme masculino que era obrigada a usar. Evitava ao máximo usar o banheiro. Aturava em silêncio as piadas que os colegas insistiam em fazer. “Se a travesti não se sujeitar e resistir, acaba sucumbindo”, lamenta.
Luma se concentrou nos estudos e evitou os confrontos. "Tem momento que a gente quer desistir. Eu não ia ao banheiro urinar, porque eu queria usar o feminino, mas não podia. Então eu me continha e, às vezes, era insuportável”, relembra. Mas ela concluiu o ensino médio e, aos 18 anos, entrou na universidade. Quando se formou aos 22, já dava aulas e resolveu assumir a homossexualidade. Quando contou que tinha um namorado, foi expulsa de casa. Em 2003, já com o título de mestre, prestou concurso para lecionar biologia. Eram quatro vagas para uma escola estadual do município de Aracati, a 153 quilômetros de Fortaleza. Apenas ela passou. Contudo, o diretor da escola não a aceitou. Luma pediu a intervenção da Secretaria de Educação do Estado e conseguiu assumir o posto. “Eu não era tida como um bom exemplo”. Durante o período de estágio probatório, tentaram sabotar sua permanência na escola. “Uma coordenadora denunciou que eu estava mostrando os seios para os alunos na aula”. Luma havia acabado de fazer o implante de próteses de silicone. “Eu já previa isso e passei a usar bata para me proteger, esconder. Eu tinha certeza que isso ia acontecer”. Anos depois, Luma assumiu um cargo na Coordenadoria Regional de Desenvolvimento de Educação de Russas, justamente a região onde nasceu. Como supervisora das escolas estaduais de diversos municípios, passou a interceder em casos de agressões semelhantes ao que ela viveu quando era estudante. “Uma diretora de escola fez uma lista de alunos que, para ela, eram homossexuais. E aí mandou chamar os pais, pedindo para que eles tomassem providências”. A providência, segundo ela, foi “muito surra”. “O primeiro que foi espancado me procurou”, lembra. Luma procurou a escola. Todos os gestores e professores passaram por uma capacitação para aprender como lidar com a sexualidade dos estudantes.
Um ano depois, em 2008, Luma se tornou a primeira travesti a ingressar em um doutorado no Brasil. Ela começou a pesquisar a situação de travestis que estudam na rede pública de ensino e constatou que o caso da diretora que levou um aluno a ser espancado pelos pais e todas as outras agressões sofridas por homossexuais tinham mesma a origem. “Comecei o levantamento das travestis nas escolas públicas. Eu pedia para que os gestores informassem. Quando ia averiguar a existência real do travesti, os diretores diziam: ‘tem aquele ali, mas não é assumido’. Percebi que estavam falando de gays”, relata. A partir desse contato, Luma trata em sua tese de que as travestis não podem esboçar reações a ataques homofóbicos para concluir os estudos. Mas também sugere que os cursos de graduação em licenciatura formem profissionais mais preparados não apenas para tratar da homossexualidade no currículo escolar, mas também como lidar com as especificidades de cada pessoa e fazer da escola um lugar sem preconceitos. “Cada pessoa tem uma forma de viver. Conforme ela se apresenta, vai se comunicar e interagir. O gay tem uma forma de interagir diferente de uma travesti ou de uma transexual. O não reconhecimento dessas singularidades provoca uma padronização. A ideia de que todo mundo é ‘veado’”. A tese de Luma já passou por duas qualificações. Ela está em fase final, corrigindo alguns detalhes e vai defendê-la em julho, na UFC, em Fortaleza. 
Link da matéria aqui

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Luma Andrade é destaque na revista Superinteressante.


A boa educação

15 FEVEREIRO 2012 UM COMENTÁRIO
Por William Vieira
A transexual Luma Andrade enfrentou a pobreza do sertão, a rejeição da família e o preconceito no trabalho para se tornar supervisora de 26 escolas e fazer doutorado em educação. O próximo passo? Se depender de sua vontade, a Sorbonne.
A vida não era fácil naqueles anos 70 em Morada Nova, cidade de 60 mil habitantes no meio da caatinga do Ceará. Mas foi ainda mais difícil para o único filho homem do segundo casamento de dona Maria Nogueira Gomes. O casal de agricultores analfabetos não sabia lidar com a especificidade do pequeno João.
“Eu já sentia a singularidade de ser feminina. Quando saía com meu pai, todo mundo dizia: ‘Ai, que menina bonitinha’. Aí ele ficou com vergonha e não andou mais comigo”. Triste. Mas quem conta, sem rancor nem autocomiseração, é a sorridente Luma Andrade, uma mulher que ostenta o título de primeira transexual doutoranda do país.
O percurso até aí foi longo e tortuoso. Luma, ainda como João, se interessou pelos estudos cedo, mas sofria bullying na escola. Apanhava dos meninos por brincar com as meninas. Aos 9 anos, foi espancada. Ao reclamar à professora, ouviu a seguinte frase: “Quem manda você ser assim?”.
Luma não ia ao banheiro; não sabia a qual ir. “Às vezes eu nem me concentrava na aula, de tanta vontade de fazer xixi. Só ia escondida”. Apesar de sentir atração por rapazes, Luma não se via como homossexual. “Então acabei canalizando a questão da sensualidade para os estudos”. Até Deus entrou na história. Aos 14 anos, ela decidiu frequentar uma igreja evangélica com a avó. Lia a Bíblia todos os dias. “Mas fiquei assustada com a construção da ideia de pecado”. Ela ainda procurou a igreja católica. “Mas logo vi que esse Deus não me amava como eu era”.
Aos 18 anos, já com os cabelos compridos e roupas femininas, entrou na faculdade, pra estudar ciências. Comprava tecido e mandava fazer, escondida da família. Vestia-se na rua. E começou a dar aulas em uma escola. Foi Luma terminar a graduação, aos 22 anos, e a família descobrir que ela tinha um namorado. Foi posta para fora de casa. E decidiu se assumir de vez e viver com o namorado, travestida. Luma então cita Michel Foucault, filósofo francês pós-estruturalista, para explicar sua tática. “Para tentar ascensão social, é preciso entrar na engrenagem, ganhar respeito, evitar bater de frente. Foi o que eu fiz”.
Para fazer pós-graduação, tentou transferir-se para uma escola perto. O diretor não a aceitou e Luma recorreu à Secretaria da Educação. “No início, achavam que era brincadeira. Olha o viadinho, os alunos diziam. Mas aí eu contava a minha história de vida. E, aos poucos, começavam a me respeitar”.
Luma então começou um mestrado em meio ambiente. O bolso apertou e ela se viu confrontada com a realidade de travestis brasileiros. Uma colega de infância lhe ofereceu um emprego de prostituição. “Ela dizia: ‘Vamos para a Itália. Em um mês você vai ganhar o que faria aqui em um ano’”. Mas Luma recusou a proposta. Em 2003, fez um concurso para ensinar biologia e ficou em primeiro lugar. A escola, em Aracati, não quis lhe dar a vaga. E lá foi Luma recorrer à Secretaria de Educação.
Um ano depois, pôs próteses de silicone nos seios. Como foi a aceitação ao seu redor? Preconceito. Ela teve de enfrentar denúncia de decoro de uma supervisora, que a acusou de se mostrar aos alunos. Luma fez um abaixo-assinado entre a comunidade e conseguiu se defender. Melhor, deu início a um projeto de prevenção ao câncer de mama entre alunas e mães. Ganhou um prêmio nacional – ela conta que recebeu o prêmio do ministro da Educação, além de um cheque de R$20 mil que cedeu à escola para montar um laboratório de ciências. O reconhecimento continuou. Em 2007 virou supervisora de 26 escolas da região de Russas, no Ceará. E, em 2008, foi aceita no doutorado em educação, para estudar a condição dos travestis no ambiente escolar.
Claro, também houve dificuldades. Num concurso de professora universitária, foi reprovada por uma banca evangélica. Não conseguiu ser aceita noutro. E voltou à Justiça.
Hoje é assessora técnica da Secretaria da Educação do Ceará. Mora com o namorado. Mudou o nome de batismo na Justiça – é Luma Nogueira de Andrade o que aparece em seu currículo na plataforma Lattes. O próximo passo, diz, é um pós-doutorado na França – “Cogito a Sorbonne, onde Foucault deu importantes seminários” – e uma cadeira definitiva de professora universitária. Até lá, segue como uma referência na região de Russas, onde fundou a Associação Russana da Diversidade Humana, que defende travestis ameaçadas.
Texto extraído da revista “Superinteressante – Edição Especial Superação, Dez/2011

Luma Andrade é o grande destaque do Carnaval de Russas 2012.

Sem dúvidas, Luma Andrade é um ícone quando falamos em trabalhos sociais, principalmente em trabalhos que envolvem luta contra o preconceito e a discriminação. Mais do que isso, a primeira travesti a chegar ao doutorado no Brasil e presidenta da Associação Russana da Diversidade Humana foi um dos grandes destaques deste carnaval. Luma homenageou ninguém menos que Carmem Miranda, uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos. Crianças, jovens e adultos queriam registrar o momento tirando fotos ao lado de Luma, que trouxe para a Avenida Dom Lino fantasias glamourosas, carisma, simpatia e muito samba no pé. Confira abaixo, fotos do impecável desfile de Luma Andrade no carnaval 2012.






Confira as fotos de domingo e de terça-feira

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Diário do Nordeste posta matéria sobre o Bloco da ARDH no Carnaval 2012.


CARNAVAL – Fantasias e diversidade no desfile de blocos em Russas

Publicado em 20/02/2012 - 22:58 por  | Comentar
CategoriasCulturaEventosTurismo


Todo o glamour de Luma Andrade representando Carmem Miranda
 O destaque para o carnaval de Russas está nas fantasias dos brincantes de rua. Depois da abertura com o Carnaval da Saudade com marchinhas pela Orquestra de Frevo Mestre Messias, a população divertiu-se com os blocos carnavalescos Brincantes na Folia, Bloco das Virgens, Bateria e Bloco Coração Russano e “Ai se eu te pego”, este em homenagem ao brincante Joaquim da Cabocla. Depois do carnaval de rua acontece a festa, gratuita, na Associação Atlética e Cultural de Russas.
O glamour ficou por conta do Bloco das Virgens, liderado pela professora Luma Andrade, também presidente da Associação Russana da Diversidade Humana (ARDH), que reúne gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis.
O carnaval de Russas ainda tem os shows de Paulo Ney e Banda e Pegada Black.


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