sábado, 7 de julho de 2012

Luma Andrade é candidata à vereadora de Russas com o número 13000.




Agora é oficial. Luma Andrade, considerada a primeira travesti a defender uma tese de doutorado no Brasil, disputará uma vaga na Câmara Municipal de Russas - Ce. Sem dúvidas, uma excelente surpresa para a população do município, que terá, como sua representante na Câmara, uma pessoa altamente capacitada, reconhecida nacionalmente por seus trabalhos sociais e educativos. Com um currículo invejável, Luma trará nesta campanha o tema: "O conhecimento é capaz de mudar as nossas vidas", mostrando, mais uma vez, que a chave para o progresso está na educação. Antes mesmo da oficialização da candidatura de Luma, a possibilidade era vista com muita empolgação por parte de intelectuais da cidade:

"...É fato que Luma é acima de tudo politizada, bem formada, clara e corajosa. E está faltando alguém do meio LGBT com firme determinação para representar não apenas os LGBT em Russas, mas para representar de modo mais contundente as minorias...";

"...Receba meu apoio, educadora Luma Andrade! E siga em frente. Aos LGBT de Russas dou um recado: abram os olhos e enxerguem o potencial revolucionário de tudo isso! Se todo LGBT russano, em idade de votar, votasse na futura candidata Luma Andrade, seria certamente a mais expressiva votação das próximas eleições. E Luma não é de mudar a postura e trair seus camaradas. Isso é uma grande qualidade."
Trecho retirado do blog "O Araibu"

É hora de mudança, de novas perspectivas, de novos olhares políticos. Nesta eleição, vote em quem há muito vem lutando pelos direitos humanos, vote em quem há muito tempo vem provando toda a sua capacidade e seu altruísmo.

VOTE LUMA ANDRADE VEREADORA DE RUSSAS - VOTE 13000


Luma Andrade é destaque na Rede Record de Televisão.

Cearense é a primeira travesti a apresentar tese de doutorado no Brasil.

Para conseguir o título, ela se inspirou na própria realidade


A cearense Luma Andrade foi a primeira travesti brasileira a apresentar uma tese de doutorado, segundo a ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais). Aos 18 anos, Luma recebeu um convite de um professor para lecionar. — Foi exatamente no ambiente escolar que eu descobri que eu poderia ser uma grande educadora e aí trilhei o meu caminho, a minha tragetória de vida, mesmo sendo uma pessoa diferente dos padrões hegemônicos da sociedade.


Para conseguir o título de doutora, ela se inspirou na própria realidade e produziu um estudo baseado no acesso das travestis cearenses à educação. — Isso vai mostrar para as pessoas que travestis estão em diversos espaços. O que a gente não pode fazer é generalizar, achar que só por que é travesti que é prostituta. Elas estão lá por que não tem acesso à escola, então a única forma de sobreviver é vendendo o corpo. 


O antropólogo Marcelo Natividade diz acreditar que o sucesso de Luma representa um grande avanço para a realidade dos travestis no Brasil. — Acho que o exemplo da Luma evidencia as dificuldades que essa classe enfrenta na escola. É uma realidade muito clara a evasão escolar que travestis e transexuais sofrem. 
Assista ao vídeo:



quarta-feira, 4 de julho de 2012

Luma Andrade participará de Congresso sobre DST/HIV/AIDS e Hepatites Virais em São Paulo.

O IX Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids, o II Congresso Brasileiro de Prevenção das Hepatites Virais, o VI Fórum Latino-americano e do Caribe em HIV/Aids e DST e o V Fórum Comunitário Latino-americano e do Caribe em HIV/Aids e DST, que serão realizados no Anhembi Parque, na cidade de São Paulo/SP - Brasil, de 28 a 31 de agosto de 2012, contarão com a presença de LUMA ANDRADE, presidenta da Associação Russana da Diversidade Humana. O tema central do evento é "Sistemas de Saúde e Redes Comunitárias e o desafio de fazer prevenção". A expectativa é refletir sobre o caminho que já se trilhou na construção de políticas públicas efetivas na área de DST/aids e hepatites virais, como os sistemas de saúde e os movimentos sociais se organizaram para o acesso universal e equitativo da prevenção e tratamento nos diferentes territórios do Brasil e da América Latina. 


O evento contará com a participação de diversos públicos, como: organizações não governamentais e organizações governamentais; instituições de ação local, nacional e continental; pesquisadores e militantes da sociedade civil, e mais parceiros. 


Luma participará como debatedora na conversa: 'REFLEXÕES ÉTICAS SOBRE SAÚDE E PREVENÇÃO PARA TRAVESTIS E TRANSEXUAIS NO BRASIL', no dia 30/08/2012 das 09:00 até às 10:30. Subtema: COMO SE DÁ O ACESSO DE TRAVESTIS E TRANSEXUAIS À EDUCAÇÃO FORMAL NO BRASIL? SEU PONTO DE VISTA SOBRE A IMPORTÂNCIA DO ACESSO AO ENSINO UNIVERSITÁRIO PARA TRAVESTIS E TRANSEXUAIS NO BRASIL E LACUNAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES.


A presença de Luma tem muito a acrescentar ao evento, uma vez que a pesquisadora defenderá, em agosto, a tese de seu doutorado, fruto de estudos e pesquisas relacionadas ao universo travesti dentro do ambiente escolar. Parabéns, Luma!



terça-feira, 8 de maio de 2012

Luma Andrade é destaque no site UOL.

Cearense é a primeira travesti a apresentar uma tese de doutorado no Brasil.




A cearense Luma Andrade será a primeira travesti do Brasil a apresentar uma tese de doutorado, segundo informa a ABGLT (Associação Brasileiras de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros). Graduada em ciências naturais pela Uece (Universidade Estadual do Ceará) e com mestrado na área do desenvolvimento do meio ambiente pela Uern (Universidade Federal do Rio Grande), agora, aos 35 anos, ela é doutoranda em educação pela UFC (Universidade Federal do Ceará).
Para obter o título de doutora, ela se inspirou na própria realidade e produziu um estudo baseado no acesso das travestis (homossexuais que se vestem como mulheres) cearenses à educação. “Pude constatar que está havendo um aumento do acesso e também da procura pela escola, mas ainda há resistências como a discriminação, bullyng e a marginalização”, disse ao UOL Educação por telefone.
Resistência, aliás, é uma palavra ou até mesmo um sentimento muito conhecido por Luma. “Desde os oito anos de idade que convivo com isso. Já cheguei a apanhar na escola e ouvir da professora que era bem feito”, contou.
Mesmo assim, ela disse que focou a atenção para os estudos e usou sua aptidão para as ciências exatas como uma aliada na conquista de amigos e de respeito dos colegas. “Eu sabia matemática e fiz com que isso me ajudasse. Passei a dar aulas para os colegas e eles passaram a ser meus amigos”, disse.
Em casa ela usou a mesma estratégia de focar a atenção para os estudos, na hora de responder os questionamentos dos pais, dois agricultores analfabetos que não a discriminavam, mas sempre perguntavam por uma namorada, principalmente no período da adolescência.
Já adulta, chegou a ir, nos primeiros dias, para o campus da Universidade Federal do Ceará, no município de Limoeiro do Norte, onde concluiu a graduação, vestida com roupas masculinas para evitar situações de preconceito e constrangimento, mas a estratégia não deu certo. No primeiro dia de aula, ela conta que foi uma chacota geral, mas, depois que resolveu usar roupas femininas, as pessoas a conheceram melhor e ela começou a ser aceita. “De início foi uma decepção, pois achava que na universidade as pessoas eram mais maduras”, disse.

Início na vida profissional foi marcado por dificuldades



Depois de formada, Luma recebeu o convite de um ex-professor da faculdade para dar aula em uma escola, mas o que parecia ser uma grande oportunidade, na verdade foi um grande teste.
“Era terrível, os dirigentes e outros professores ficavam atrás das portas assistindo à minha aula. Os alunos também ficavam rindo e muitos gritavam: gay, viado (sic), dentre outros palavrões. No fundo, eles achavam que a minha aula (de ciências naturais) ia ser uma palhaçada, mas sempre no primeiro dia, eu contava a minha história de vida e ganhava fãs e aliados. Eles também são pobres, nordestinos e sonham com dias melhores. “Além disso, sempre mantive postura, seriedade para lecionar, o que foi fundamental para adquirir o respeito de alunos e colegas”, completa.
Depois de conquistar estabilidade e ser aprovada em concurso público na área de Educação, Luma passou na seleção de um mestrado em Mossoró, no Rio Grande do Norte, e a cidade cearense mais próxima era Aracati. “Começou tudo de novo, tive que voltar à estaca zero”, disse Luma que precisou pedir uma intervenção da Secretaria Estadual da Educação do Ceará para ser admitida em concurso que havia sido a única pessoa a ser aprovada. “A minha nomeação era sempre protelada sem que um motivo fosse alegado".
Anos depois, em 2005, desenvolveu o projeto “Intimamente Mulher” que incentivava alunas e professoras a fazer exames de prevenção que lhe rendeu o primeiro lugar no Estado e um prêmio no Ministério da Educação.
Atualmente, Luma está casada com um professor de História, realiza palestras, é constantemente convidada para ser madrinha de formaturas e passeatas, além de presidir a Associação Russana de Diversidade Humana, na cidade de Russas, a 165 km de Fortaleza.

Tese de doutorado

Essas e outras barreiras enfrentadas por travestis foram relatadas na tese da doutoranda, que aponta alguns entraves enfrentados por travestis nos ensinos médio, fundamental e superior. “Uma coisa é o nome, onde muitos professores fazem questão de gerar um constrangimento as chamando pelo nome de batismo, outra é a utilização do banheiro, onde somos obrigadas a usar os sanitários masculinos, o que é muito desagradável, pois as travestis acabam sendo vítimas de muita gozação, agressões físicas, tentativas de estupro e isso tudo faz com que elas deixem a escola”, disse ela que há dois anos conseguiu mudar os documentos e abandonar o antigo nome de João.
O uso do banheiro por parte das travestis é um dos capítulos da tese de Luma. Ela disse que prendia a urina e só ia ao banheiro depois que chegava em casa, o que lhe rendeu, à época dores abdominais, dilatação da bexiga, além do desconforto no momento em que assistia a aula. “Muitas vezes eu perdia a concentração”, resume.

Realidades diferentes no interior e nos grandes centros



Na apuração para a produção da tese de doutorado, Luma Andrade, estudou 95 casos em todo o Ceará, mas três cidades tiveram maior destaque: Fortaleza, Russas e Tabuleiro do Norte. Nos municípios, ela encontrou duas realidades diferentes.
Na capital, mesmo com uma maior oferta de estabelecimentos educacionais, as travestis quase não têm acesso à educação e a maioria se concentra em zonas de prostituição no centro e na orla da cidade. Já em Russas e em Tabuleiro do Norte, ela acompanhou de perto a história de três travestis que freqüentavam aulas em escolas de ensino fundamental e médio. “Por incrível que pareça, no interior elas são mais acolhidas e o preconceito é menor, pois elas conseguem viver no ambiente da família, sem precisar se prostituir. É possível ver travestis trabalhando no comércio como vendedoras e em diversas atividades”, observa.
Outra coisa que chamou a atenção da doutoranda foi o fato de muitos dirigentes escolares e educadores não saberem distinguir uma travesti de um homossexual. Segundo o manual de comunicação da Associação Brasileiras de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros (ABGLT),  "um travesti é a pessoa que nasce do sexo masculino ou feminino, mas que tem sua identidade de gênero oposta ao seu sexo biológico, assumindo papéis de gênero diferentes daquele imposto pela sociedade". Já um homossexual é, segundo o documento, "a pessoa que se sente atraída sexual, emocional ou afetivamente por pessoas do mesmo sexo/gênero".
Fonte: UOL educaçãor

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Futura primeira travesti doutora do Brasil visita COPDH.



Na manhã desta sexta-feira, 04/05, visitou a Coordenadoria Especial de Políticas Públicas dos Direitos Humanos do Governo (COPDH) a professora da rede pública de ensino do Estado, Luma Andrade. Ela será a primeira doutora do Brasil a defender tese apresentando-se como travesti, no próximo 13 de agosto. Atualmente, Luma Andrade integra a Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação (Cred), em Russas, auxiliando no monitorando do desenvolvimento pedagógico de 16 escolas da região.  Já o doutorado, cursa na Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará. 

A futura doutora possui relevantes serviços prestados à rede pública estadual de educação, já havendo sido indicada pela Secretaria Estadual da Educação (SEDUC) para concorrer à Medalha do Mérito Funcional do Estado. Além disso, por sua atuação em prol da causa da diversidade sexual foi homenageada no Senado da República, em 2010, com o Prêmio Educando pela Diversidade Sexual.No encontro desta manhã, a COPDH colocou-se à inteira disposição de Luma para auxiliar-lhe em sua luta, buscando cada vez mais dar visibilidade ao seu trabalho de inclusão e de promoção da diversidade sexual.


Foto, da esquerda para direita: Neyla Meneses e Marcelo Uchôa, da COPDH (nos extremos), e Luma Andrade (no centro).

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Luma Andrade é destaque no site G1.

'Busquei no estudo uma vida melhor', diz 1ª travesti doutoranda do país


Natural do interior do Ceará, professora vai defender tese em julho.

LUMA GANHOU DIREITO DE ALTERAR O NOME JOÃO NOS DOCUMENTOS EM 2010.

Gabriela AlvesDo G1 CE
Luma Andrade (Foto: Luma Andrade/Arquivo Pessoal)Luma Andrade escreve tese sobre discriminação nas escolas (Foto: Luma Andrade/Arquivo Pessoal)
Mesmo na infância em Morada Nova, a 163 km de Fortaleza, a discriminação não foi barreira para a cearense Luma Nogueira de Andrade, que nasceu com o nome de João. Filha de agricultores analfabetos, ela resolveu abrir caminhos e enfrentar a pobreza e o preconceito com o conhecimento. Aos 35 anos, Luma será em julho a primeira travesti a apresentar uma tese de doutorado no Brasil. “Canalizei toda a energia para os estudos e, assim, fui conquistando respeito de todos. Busquei no estudo uma alternativa de vida melhor”, diz.
A doutoranda em Educação pela Universidade Federal do Ceará (UFC) estuda a realidade de travestis nas escolas. Nas páginas da tese, ao relatar casos de estudantes que vivem situações de aceitação ou total repressão, Luma faz um paralelo com a própria história. A cearense conta que, nas primeiras séries escolares em Morada Nova, chegou a ser agredida por outros alunos por “ser diferente e sempre preferir brincar com as meninas”. “Uma vez, quando cheguei na sala de aula chorando, ouvi da professora: 'Bem feito. Quem mandou você ser assim?' ”, recorda. O menino João não se sentia bem para ir ao banheiro masculino e não podia frequentar o feminino. “Sentia dores abdominais porque preferia não ir ao banheiro. Muitas vezes, saia correndo para casa quando terminava a aula para urinar”, conta.
Superação
Em vez de desistir de assumir quem era ou se rebelar, Luma repetia para si mesma: “Eu vou superar isso”. E, assim, foi vencendo o preconceito dos alunos e professores, sendo sempre o destaque da turma. “A estratégia era eu ser a melhor aluna. Eu fazia um acordo, eu ajudava, dava aulas particulares e eles me aceitavam”, diz. Aos 18 anos, quando passou no vestibular na primeira tentativa para o curso de Ciências da Universidade Estadual do Ceará (Ceará), no campus de Limoeiro do Norte, os olhares de reprovação por se vestir com roupas femininas e estar maquiada não diminuíram. “Eu me enganei. Na faculdade, eu sofri tanto quanto na educação básica”.

Por entender as dificuldades de ser diferente, eu me identificava muito e me aproximava dos alunos. Muitos deles, de alguma forma, se viam diferentes"
Luma Nogueira de Andrade,
doutoranda em Educação
De cabelos compridos, mas ainda assinando como João, Luma voltou para a sala de aula. Dessa vez, como professora de Ciências da Natureza. “No primeiro dia, os diretores da escola ficaram atrás da porta para observar como eu dava aula”, lembra. Ao contrário do que pensavam, a professora era uma das mais queridas e reconhecidas pelo ensino. “Por entender as dificuldades de ser diferente, eu me identificava muito e me aproximava dos alunos. Muitos deles, de alguma forma, se viam diferentes”, conta.

Em 1998, Luma Andrade passou para concurso de professor efetivo da rede municipal de Morada Nova e também começou a ensinar em escolas estaduais e particulares. Quando passou no Mestrado em Desenvolvimento do Meio Ambiente em Mossoró, no Rio Grande do Norte, apesar de ser vista por colegas de trabalho com “mau exemplo”, não abriu mão de continuar a ensinar e pediu transferência para uma escola de Aracati, município mais próximo de onde estudava.

Com o título de mestre, em 2003, ela prestou concurso para a rede estadual de ensino de Aracati e, de quatro vagas, foi a primeira e única aprovada. Na hora de ser lotada, os diretores disseram que não havia vagas e Luma teve de pedir a intervenção da Secretaria de Educação do Estado (Seduc) para assumir o cargo. Em Aracati, Luma passou a dar palestras e aulas de cursinho pré-vestibular e desenvolveu, em 2005, o projeto “Intimamente Mulher” que incentivava alunas e professoras a fazer exames de prevenção. A iniciativa ganhou o primeiro lugar no Estado e Luma recebeu o prêmio no Ministério da Educação.

Mesmo com reconhecimentos e títulos, a educadora continuava encontrando discriminação. Ao colocar próteses de silicone nos seios, a travesti conta que foi enviada uma denúncia à Secretaria de Educação. “Eles diziam que estava mostrando os seios para os alunos, mas provei que não era verdade. Ia até com uma bata para não chamar atenção”. Em 2007, passou em uma seleção e mudou-se para Russas para ser supervisora de 26 escolas estaduais em 13 municípios do Ceará. No cargo, a travesti pode acompanhar e ajudar mais de perto as histórias de outras “Lumas” agredidas na escola ou em casa. “Eu via nelas eu mesma. Toda a dificuldade que passei”.
Mudança de nome
Aos 33 anos, Luma ainda tinha nos documentos o nome de João Filho Nogueira de Andrade. No dia da mulher de 2010, ganhou o presente de ser a primeira travesti a ter o direito de mudar os documentos sem a operação de mudança de sexo no Ceará. As histórias de vitórias e de superações que já chamaram atenção de cineasta e políticos não vão parar. Luma não se cansa de seguir e abrir os caminhos em defesa da diversidade humana. “Quero combater todo o preconceito. Cada passo que eu dou, cada degrau que eu subo, sei que estou contribuindo para mudar pessoas e não posso deixar de buscar novos espaços. A própria travesti pensa que não existe outro caminho sem ser a prostituição”, afirma.

sábado, 7 de abril de 2012

Luma Andrade é escolhida como uma das cinco personalidades do Ceará.



É isso mesmo, Luma Andrade é uma das cinco personalidades do estado, segundo a comissão especializada do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará - UFC. Pelo destaque, Luma ganhará um matéria excluisiva da Revista Entrevista, um dos produtos mais conhecidos e tradicionais feitos pelo curso, onde nomes como Ciro Gomes, Luizianne Lins e Silvero Pereira já foram entrevistados. (Nesse link você pode consultar as edições anteriores da revista: 
http://www.revistaentrevista.ufc.br/)

A entrevista que Luma concederá à revista consiste em uma conversa sobre a sua vida e trajetória profissional. A duração da entrevista, que será gravada em áudio, é de 2 horas aproximadamente. Será realizada por 10 estudantes do curso de Jornalismo, o professor da disciplina e um fotógrafo convidado, com data prevista para o dia 10 de maio.