quarta-feira, 25 de julho de 2012

Se você acredita nessa ideia, vote 13.000



Exemplo de superação! Eu voto LUMA de coração!





VOTE PRA VENCER! CONFIRME NO 13.000


CONVIDO VOCÊ para participar da campanha de Luma Andrade para vereadora de Russas - 13000. O nosso lema é: "O conhecimento é capaz de mudar nossas vidas". Porque o conhecimento pode ser capaz, se você quiser, de vencer o dinheiro e a compra de votos (que infelizmente ainda existe em nossa cidade). CONVIDO VOCÊ a compartilhar nossas fotos e alimentar nossa campanha (no face e na rua - onde você estiver).

CONVIDO VOCÊ a baixar a música da Campanha de Luma Andrade 13000 (http://www.4shared.com/mp3/VESrUaSZ/Msica_da_campanha_de_Luma_1300.html?) para colocar no seu computador, NO SEU CELULAR, no seu carro de som. Nossa campanha é feita com base nos colaboradores, nos admiradores, nos apoiadores, independe da classe social, da cor , da origem geográfica, da orientação sexual. O importante é o empenho e a vontade para mudar Russas como Lula e Dilma Mudaram o Brasil, com projetos e com capacidade. 

CONVIDO VOCÊ a entrar no grupo de apoiadores:http://www.facebook.com/groups/413793401989141/

A votar na enquete para vereadora de Russas:http://www.facebook.com/questions/203589786419021/



VOTE PRA VENCER! CONFIRME NO 13.000




sábado, 7 de julho de 2012

Luma Andrade é candidata à vereadora de Russas com o número 13000.




Agora é oficial. Luma Andrade, considerada a primeira travesti a defender uma tese de doutorado no Brasil, disputará uma vaga na Câmara Municipal de Russas - Ce. Sem dúvidas, uma excelente surpresa para a população do município, que terá, como sua representante na Câmara, uma pessoa altamente capacitada, reconhecida nacionalmente por seus trabalhos sociais e educativos. Com um currículo invejável, Luma trará nesta campanha o tema: "O conhecimento é capaz de mudar as nossas vidas", mostrando, mais uma vez, que a chave para o progresso está na educação. Antes mesmo da oficialização da candidatura de Luma, a possibilidade era vista com muita empolgação por parte de intelectuais da cidade:

"...É fato que Luma é acima de tudo politizada, bem formada, clara e corajosa. E está faltando alguém do meio LGBT com firme determinação para representar não apenas os LGBT em Russas, mas para representar de modo mais contundente as minorias...";

"...Receba meu apoio, educadora Luma Andrade! E siga em frente. Aos LGBT de Russas dou um recado: abram os olhos e enxerguem o potencial revolucionário de tudo isso! Se todo LGBT russano, em idade de votar, votasse na futura candidata Luma Andrade, seria certamente a mais expressiva votação das próximas eleições. E Luma não é de mudar a postura e trair seus camaradas. Isso é uma grande qualidade."
Trecho retirado do blog "O Araibu"

É hora de mudança, de novas perspectivas, de novos olhares políticos. Nesta eleição, vote em quem há muito vem lutando pelos direitos humanos, vote em quem há muito tempo vem provando toda a sua capacidade e seu altruísmo.

VOTE LUMA ANDRADE VEREADORA DE RUSSAS - VOTE 13000


Luma Andrade é destaque na Rede Record de Televisão.

Cearense é a primeira travesti a apresentar tese de doutorado no Brasil.

Para conseguir o título, ela se inspirou na própria realidade


A cearense Luma Andrade foi a primeira travesti brasileira a apresentar uma tese de doutorado, segundo a ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais). Aos 18 anos, Luma recebeu um convite de um professor para lecionar. — Foi exatamente no ambiente escolar que eu descobri que eu poderia ser uma grande educadora e aí trilhei o meu caminho, a minha tragetória de vida, mesmo sendo uma pessoa diferente dos padrões hegemônicos da sociedade.


Para conseguir o título de doutora, ela se inspirou na própria realidade e produziu um estudo baseado no acesso das travestis cearenses à educação. — Isso vai mostrar para as pessoas que travestis estão em diversos espaços. O que a gente não pode fazer é generalizar, achar que só por que é travesti que é prostituta. Elas estão lá por que não tem acesso à escola, então a única forma de sobreviver é vendendo o corpo. 


O antropólogo Marcelo Natividade diz acreditar que o sucesso de Luma representa um grande avanço para a realidade dos travestis no Brasil. — Acho que o exemplo da Luma evidencia as dificuldades que essa classe enfrenta na escola. É uma realidade muito clara a evasão escolar que travestis e transexuais sofrem. 
Assista ao vídeo:



quarta-feira, 4 de julho de 2012

Luma Andrade participará de Congresso sobre DST/HIV/AIDS e Hepatites Virais em São Paulo.

O IX Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids, o II Congresso Brasileiro de Prevenção das Hepatites Virais, o VI Fórum Latino-americano e do Caribe em HIV/Aids e DST e o V Fórum Comunitário Latino-americano e do Caribe em HIV/Aids e DST, que serão realizados no Anhembi Parque, na cidade de São Paulo/SP - Brasil, de 28 a 31 de agosto de 2012, contarão com a presença de LUMA ANDRADE, presidenta da Associação Russana da Diversidade Humana. O tema central do evento é "Sistemas de Saúde e Redes Comunitárias e o desafio de fazer prevenção". A expectativa é refletir sobre o caminho que já se trilhou na construção de políticas públicas efetivas na área de DST/aids e hepatites virais, como os sistemas de saúde e os movimentos sociais se organizaram para o acesso universal e equitativo da prevenção e tratamento nos diferentes territórios do Brasil e da América Latina. 


O evento contará com a participação de diversos públicos, como: organizações não governamentais e organizações governamentais; instituições de ação local, nacional e continental; pesquisadores e militantes da sociedade civil, e mais parceiros. 


Luma participará como debatedora na conversa: 'REFLEXÕES ÉTICAS SOBRE SAÚDE E PREVENÇÃO PARA TRAVESTIS E TRANSEXUAIS NO BRASIL', no dia 30/08/2012 das 09:00 até às 10:30. Subtema: COMO SE DÁ O ACESSO DE TRAVESTIS E TRANSEXUAIS À EDUCAÇÃO FORMAL NO BRASIL? SEU PONTO DE VISTA SOBRE A IMPORTÂNCIA DO ACESSO AO ENSINO UNIVERSITÁRIO PARA TRAVESTIS E TRANSEXUAIS NO BRASIL E LACUNAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES.


A presença de Luma tem muito a acrescentar ao evento, uma vez que a pesquisadora defenderá, em agosto, a tese de seu doutorado, fruto de estudos e pesquisas relacionadas ao universo travesti dentro do ambiente escolar. Parabéns, Luma!



terça-feira, 8 de maio de 2012

Luma Andrade é destaque no site UOL.

Cearense é a primeira travesti a apresentar uma tese de doutorado no Brasil.




A cearense Luma Andrade será a primeira travesti do Brasil a apresentar uma tese de doutorado, segundo informa a ABGLT (Associação Brasileiras de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros). Graduada em ciências naturais pela Uece (Universidade Estadual do Ceará) e com mestrado na área do desenvolvimento do meio ambiente pela Uern (Universidade Federal do Rio Grande), agora, aos 35 anos, ela é doutoranda em educação pela UFC (Universidade Federal do Ceará).
Para obter o título de doutora, ela se inspirou na própria realidade e produziu um estudo baseado no acesso das travestis (homossexuais que se vestem como mulheres) cearenses à educação. “Pude constatar que está havendo um aumento do acesso e também da procura pela escola, mas ainda há resistências como a discriminação, bullyng e a marginalização”, disse ao UOL Educação por telefone.
Resistência, aliás, é uma palavra ou até mesmo um sentimento muito conhecido por Luma. “Desde os oito anos de idade que convivo com isso. Já cheguei a apanhar na escola e ouvir da professora que era bem feito”, contou.
Mesmo assim, ela disse que focou a atenção para os estudos e usou sua aptidão para as ciências exatas como uma aliada na conquista de amigos e de respeito dos colegas. “Eu sabia matemática e fiz com que isso me ajudasse. Passei a dar aulas para os colegas e eles passaram a ser meus amigos”, disse.
Em casa ela usou a mesma estratégia de focar a atenção para os estudos, na hora de responder os questionamentos dos pais, dois agricultores analfabetos que não a discriminavam, mas sempre perguntavam por uma namorada, principalmente no período da adolescência.
Já adulta, chegou a ir, nos primeiros dias, para o campus da Universidade Federal do Ceará, no município de Limoeiro do Norte, onde concluiu a graduação, vestida com roupas masculinas para evitar situações de preconceito e constrangimento, mas a estratégia não deu certo. No primeiro dia de aula, ela conta que foi uma chacota geral, mas, depois que resolveu usar roupas femininas, as pessoas a conheceram melhor e ela começou a ser aceita. “De início foi uma decepção, pois achava que na universidade as pessoas eram mais maduras”, disse.

Início na vida profissional foi marcado por dificuldades



Depois de formada, Luma recebeu o convite de um ex-professor da faculdade para dar aula em uma escola, mas o que parecia ser uma grande oportunidade, na verdade foi um grande teste.
“Era terrível, os dirigentes e outros professores ficavam atrás das portas assistindo à minha aula. Os alunos também ficavam rindo e muitos gritavam: gay, viado (sic), dentre outros palavrões. No fundo, eles achavam que a minha aula (de ciências naturais) ia ser uma palhaçada, mas sempre no primeiro dia, eu contava a minha história de vida e ganhava fãs e aliados. Eles também são pobres, nordestinos e sonham com dias melhores. “Além disso, sempre mantive postura, seriedade para lecionar, o que foi fundamental para adquirir o respeito de alunos e colegas”, completa.
Depois de conquistar estabilidade e ser aprovada em concurso público na área de Educação, Luma passou na seleção de um mestrado em Mossoró, no Rio Grande do Norte, e a cidade cearense mais próxima era Aracati. “Começou tudo de novo, tive que voltar à estaca zero”, disse Luma que precisou pedir uma intervenção da Secretaria Estadual da Educação do Ceará para ser admitida em concurso que havia sido a única pessoa a ser aprovada. “A minha nomeação era sempre protelada sem que um motivo fosse alegado".
Anos depois, em 2005, desenvolveu o projeto “Intimamente Mulher” que incentivava alunas e professoras a fazer exames de prevenção que lhe rendeu o primeiro lugar no Estado e um prêmio no Ministério da Educação.
Atualmente, Luma está casada com um professor de História, realiza palestras, é constantemente convidada para ser madrinha de formaturas e passeatas, além de presidir a Associação Russana de Diversidade Humana, na cidade de Russas, a 165 km de Fortaleza.

Tese de doutorado

Essas e outras barreiras enfrentadas por travestis foram relatadas na tese da doutoranda, que aponta alguns entraves enfrentados por travestis nos ensinos médio, fundamental e superior. “Uma coisa é o nome, onde muitos professores fazem questão de gerar um constrangimento as chamando pelo nome de batismo, outra é a utilização do banheiro, onde somos obrigadas a usar os sanitários masculinos, o que é muito desagradável, pois as travestis acabam sendo vítimas de muita gozação, agressões físicas, tentativas de estupro e isso tudo faz com que elas deixem a escola”, disse ela que há dois anos conseguiu mudar os documentos e abandonar o antigo nome de João.
O uso do banheiro por parte das travestis é um dos capítulos da tese de Luma. Ela disse que prendia a urina e só ia ao banheiro depois que chegava em casa, o que lhe rendeu, à época dores abdominais, dilatação da bexiga, além do desconforto no momento em que assistia a aula. “Muitas vezes eu perdia a concentração”, resume.

Realidades diferentes no interior e nos grandes centros



Na apuração para a produção da tese de doutorado, Luma Andrade, estudou 95 casos em todo o Ceará, mas três cidades tiveram maior destaque: Fortaleza, Russas e Tabuleiro do Norte. Nos municípios, ela encontrou duas realidades diferentes.
Na capital, mesmo com uma maior oferta de estabelecimentos educacionais, as travestis quase não têm acesso à educação e a maioria se concentra em zonas de prostituição no centro e na orla da cidade. Já em Russas e em Tabuleiro do Norte, ela acompanhou de perto a história de três travestis que freqüentavam aulas em escolas de ensino fundamental e médio. “Por incrível que pareça, no interior elas são mais acolhidas e o preconceito é menor, pois elas conseguem viver no ambiente da família, sem precisar se prostituir. É possível ver travestis trabalhando no comércio como vendedoras e em diversas atividades”, observa.
Outra coisa que chamou a atenção da doutoranda foi o fato de muitos dirigentes escolares e educadores não saberem distinguir uma travesti de um homossexual. Segundo o manual de comunicação da Associação Brasileiras de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros (ABGLT),  "um travesti é a pessoa que nasce do sexo masculino ou feminino, mas que tem sua identidade de gênero oposta ao seu sexo biológico, assumindo papéis de gênero diferentes daquele imposto pela sociedade". Já um homossexual é, segundo o documento, "a pessoa que se sente atraída sexual, emocional ou afetivamente por pessoas do mesmo sexo/gênero".
Fonte: UOL educaçãor